Viciado em Cinema e TV

quarta-feira, agosto 17, 2005

Crítica: Charlie e a Fábrica de Chocolate


Willy Wonka, Willy Wonka, the amazing chocolatier
Willy Wonka, Willy Wonka, everybody give a cheer
He's modest, clever, and so smart, he barely can restrain it
With so much generosity, there is no way to contain it,
to contain it, to contain.... to contain... to contain...
Willy Wonka, Willy Wonka, he's the one that you're about to meet
Willy Wonka, Willy Wonka, he's a genius who just can't be beat
The magician and the chocolate whiz
The best darn guy who ever lived
Willy Wonka, here he is!

Augustus Gloop: Don't you want to know our names?
Willy Wonka: I can't see how it would matter.


Nos últimos tempos, nunca nenhum filme fez-me voltar a ter a vontade de regressar à minha infância. Produzido e realizado ao pormenor, nunca um filme, nos últimos tempos, fez-me sair do cinema com uma sensação tão positiva que dava-me vontade de cantar e dançar... Claro que podem dizer que isso é graças aos anti-depressivos que ando a tomar para combater o stress de não actualizar o blog tão frequentemente como queria!... Eu digo que é boa disposição.

"Charlie e a Fábrica de Chocolate" é um sinal da volta em força de Tim Burton. Confesso que não vi o original, mas vi algumas imagens do filme original com o Gene Wilder, e devo dizer que o espírito (não me refiro a meios cenográficos e a efeitos especiais) é de longe superior... Apesar de muita dessa graça ser devida a um bom desempenho por parte do actores, Burton cria-nos um mundo de sonho e fantasia (a fábrica) no meio de uma realidade "actual" e cinzenta (a cidade de Charlie). Burton sabe rodear-se de bons profissionais, é certo, mas também tem um estilo muito próprio que define a sua forma deslubrante e espantosa de contar uma história. Para ele uma boa história deve ser acompanhada por um ambiente (música, cenários, roupas) ao mesmo nível, de modo a criar um maior impacto no espectador e "engoli-lo" para a aventura. É de louvar que tenha escolhido construir todos os cenários em vez de os ter criado em "blue screen", prevelegiando assim a autenticidade.

Quanto a Johnny Depp, está absolutamente brilhante como Willie Wonka, transmutando-se numa figura que parece saída directamente de uma banda desenhada para crianças. A sua voz está diferente, os seus gestos, a forma como posiciona a boca quando fala, a "classe" como "insulta" algumas das crianças do filme, tudo é uma representação! Não existe ali nenhum Johnny Depp, somente Willie Wonka!

Freddie Highmore, por outro lado, pode não ser tão efusivo na sua personagem, mas apresenta-nos um Charlie como contraponto de Willie Wonka de uma forma bastante consistente. Tendo em conta a evolução deste jovem actor (notar notícia acima...), é de esperar que venha a acompanhar-nos durante muito tempo com interpretações cada vez melhores. Pelo menos já não acontecerá o mesmo que a Peter Ostrum, o Charlie da versão anterior, que viu reduzida a sua carreira de actor somente a este filme.

Bom filme para ver-se em cinema, ter-se em DVD, ver sozinho, acompanhado e com a família toda.

4 Estrelas
Muito Bom

Nuno Cargaleiro @ 16:07


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